UOL “amacia” notícia sobre Joaquim Barbosa no Miami Herald. E ele diz no Twitter que tem duas “offshores”

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O título da reportagem do Miami Herald sobre o apartamento de Joaquim Barbosa, neste domingo: Ex-juiz superior do Brasil escondeu preço que  pagou por condomínio em  Miami  ( Brazil’s former top judge hid price he paid for Miami condo) .

O título no UOL, com Fernando Rodrigues: “Registros nos EUA indicam que Joaquim Barbosa não pagou imposto em Miami“.

O conteúdo é, em geral, o mesmo, mas foi “rearrumado”.
No Miami Herald, a abertura do texto:

Quando agências de notícias brasileiras descobriram então o  então presidente do Supremo Tribunal de Justiça Joaquim Barbosa tinha comprado um condomínio Brickell em 2012, elas pediram ao respeitado jurista o valor que ele tinha pago.
Barbosa recusou-se a dizer.
Qual o problema? Na Flórida, as vendas de imóveis são públicas.
Mas não o de Barbosa.
Os registros de propriedade Miami-Dade County parecia sugerir que o juiz de 61 anos pagou um grande e gordo zero por seu flat no Icon Brickell , uma das torres do condomínio mais conhecidos do bairro de moda.

Já no UOL :

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa teria deixado de pagar um tipo de imposto sobre a compra de um apartamento em Miami em 2012, segundo investigação dos repórteres Nicholas Nehamas , do jornal Miami Herald, e André Shalders, do UOL.Os detalhes vieram à tona a partir de informações do acervo da companhia panamenha Mossack Fonseca, especializada na criação de offshores. A apuração faz parte da série Panama Papers.
Os dados foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e compartilhados com o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos).
À época em que adquiriu um apartamento em Miami, em 2012, Barbosa era relator do processo do mensalão. O magistrado usou na compra uma companhia offshore criada pela Mossack, a Assas JB1 Corp. O expediente é legal e comum entre estrangeiros.

Basta isso para ver o quanto se poderá confiar no que estes Panamá Papers serão manipulados. A mesma história será contada de um, duas, três ou mais formas,

E como as coisas passam debaixo do nariz dos jornalistas brasileiros e “não vêm ao caso”.

No Twitter, para defender-se, Joaquim Barbosa diz no Twitter que “ara essa finalidade, (a da compra do flat) tornei-me titular de duas pessoas jurídicas estrangeiras.As razões são óbvias: fiscais e sucessórias.

Duas? Qual é a outra, além da Assas JB, aberta pela lavanderia Mossack Fonseca, aberta nas Ilhas Virgens?

Razões fiscais e tributárias? Pagar menos imposto, simulando ser uma pessoa jurídica em lugar de física? Sucessórias? Sonegando impostos sobre herança por que a offshore, ao contrário de você ou de mim, não morre e, portanto, passa para os herdeiros sem pagar o tributo?

Que condição moral tem um presidente do STF ao usar estes artifícios para evitar o que é devido de impostos por um imóvel que é propriedade pessoal simulando offshores que não existem?

O julgamento moral  de Joaquim Barbosa não depende da demonstração de que pagou as taxas da compra do apartamento, em Miami.

Não precisa de mais elementos que os da confessada elisão fiscal, a esperteza fraudulenta, porque as offshores são uma fraude à boa fé de quem opera uma empresa de natureza pessoal.

Imagine se eu registrasse meu carro ou o apartamento onde moro em nome do Tijolaço para escapar à Receita?

Mas escândalo, mesmo, são os pedalinhos do Lula…

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