Temer e Janot sobem o tom da guerra de lama

quedadebraco

Michel Temer mandou distribuir nota da Presidência dizendo – sem mencioná-lo, claro –  que o Procurador Geral da República  violenta “garantias individuais (…) sem que haja a mínima reação”  e tenta  “condenar pessoas sem sequer ouvi-las (…) sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais”.

Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas. Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral.

Do outro lado, ao discursas em um evento de combate à corrupção, Janot se pavoneia:

“Como não há escusas pelos fatos descobertos –tantos são os fatos e tão escancaradamente comprovados–, que a estratégia da defesa não pode ser outra se não tentar desconstituir e desacreditar a figura das pessoas encarregadas combate a corrupção. Lembrei de uma expressão de Henry Ford: ‘Há mais pessoas que desistem, do que as que fracassam’. Temos de lembrar todos os dias e fazer saber nossos detratores que não conjugamos 2 verbos: retroceder e desistir do combate à corrupção”.

Enquanto os dois atiram flechas um contra o outro, Lúcio Funaro vai cavando o túnel da delação para sair da cadeira: disse agora que o ministro Eliseu Padilha tentou monitorar sua delação, valendo se de informações passadas por seu advogado, Daniel Gerber – que já tinha advogado para Funaro, e – mais gravemente – o advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira que também havia atuado em sua própria defesa.

Funaro contou que, por engano, enviou a Mariz uma proposta de honorários feita ao “lubrificador de delações” Antonio Figueiredo Basto e, a partir daí, passou a receber o assédio de Geddel Vieira Lima. Por isso, discutiu com o advogado e o teria chamado de “vagabundo”.

Mariz confirma o telefonema e o xingamento, mas diz que não informou Temer e que já teria “devolvido” o dinheiro pago a ele por Funaro a título de honorários.

Honorários, já se vê, bem pouco honoráveis.

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