Só Cardozo consegue ser mais lento que a Folha ao apurar escuta sobre Youssef

atraso

A Folha publicou ontem à tardinha a informação de que o “juiz Danilo Pereira Júnior, da 14ª Vara Federal de Curitiba, ” rejeitou denúncia movida pelo Ministério Público Federal acusando de calúnia policiais federais apontados como dissidentes da Operação Lava Jato, por terem relatado irregularidades em grampo achado na cela do doleiro Alberto Youssef”

Tudo bem, é verdadeira a notícia, embora com o eufemismo de “terem relatado irregularidades” quando o fato é que os delegados da Lava Jato foram é acusados de mandar colocar uma escuta ilegal.

Mas o curioso é que a decisão do juiz é do dia 28 de setembro, devidamente publicada pelo jornalista Marcelo Auler em seu blog no dia 30 e repercutida por este modesto Tijolaço no dia seguinte.

Ouseja, há mais de três meses.

Não é o caso de cuidar da razão deste “requentamento”.

Mas é de lembrar que a sindicância sobre esta escuta esta misteriosamente congelada dentro da Polícia Federal. A rigor, deveria mesmo ser um inquérito, porque colocação de escuta sem autorização judicial é crime.

Mas ela se arrasta. Prometeram para novembro e janeiro já entrou sob silêncio absoluto. Muito menos aparece qualquer coisa sobre as horas de gravação do equipamento gravadas digitalmente.

O Ministro José Eduardo Cardozo talvez ache que “não venha ao caso” determinar que a PF faça o que é o seu dever: apurar um possível crime ocorrido em suas próprias dependências.

O Ministério Público age com incrível furor contra a denúncia que coloca mal os seus delegados parceiros na Operação.

Não creio que seja mais o caso de uma operação tartaruga. Tem mais cara de jabuti, aquele que só vai parar no galho da árgore quando alguém o coloca lá.

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