Se o Tuma Jr. não fala a a verdade de uns, como falará a verdade de outros?

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O 247, primo distante e abonado da blogosfera, publicou outro dia uma matéria onde desqualificava inteiramente o sr. Romeu Tuma Jr.

Nenhuma novidade, porque toda a imprensa o fez, inclusive a Veja, em tempos não tão longínquos.  Ela,  que agora o promove como “herói”, com seu livro onde detrata Lula e seu governo, do qual fez parte, até ser forçado a sair, por seu envolvimento com um contrabandista e com tráfico de influência em favor de familiares.

Diz o 247, em uma de suas primeiras análises sobre o personagem:

“Fica assim definida a fórmula para transformar qualquer “muambeiro”, “meliante” e símbolo de “necrose moral” em herói nas páginas de Veja. Basta se declarar vítima do PT e, de preferência, atacar o ex-presidente Lula.” 

Agora, porém,  o 247 repete o que faz a Veja.

Usa Romeu Tuma Jr. para atacar Paulo Henrique Amorim.

Porque Amorim, assim como Mino Carta, sugeriu – assumidamente, aliás – que Tuma Jr. escrevesse um livro sobre o que dizia ter vivido no Governo.

E daí? Isso não tem nada de mais, é obvio.

Associa-lo –  ou a Mino Carta – ao conteúdo do livro é outra conversa e, para isso, não se pode, para usar a mesma expressão do 247, ” transformar qualquer ‘muambeiro’, ‘meliante’ e símbolo de ‘necrose moral’ ” para atacá-lo.

Não apenas não tenho procuração de Paulo Henrique Amorim para defende-lo, como ele não precisa disso.

Mino Carta, cuja credibilidade é daquelas de se receber como na Cova de Iria, descreve o que ocorreu sem que se precise reconhecer firma.

Dele, reproduzo  abaixo o editorial de Carta Capital, que irá às bancas logo.

Apenas desejo e devo testemunhar como, a mim e aos demais integrantes da blogosfera progressista, Paulo Henrique tem sido companheiro, leal e generoso em reproduzir nossos textos.

Deu, a este modesto blogueiro  – de um blog mais modesto ainda – quase diariamente os espaços para se tornar mais conhecido do que merece.

Como reconheço que, diversas vezes, o 247 fez o mesmo.

Não conheço o editor do 247 e não o julgo pelo que dele publicou a Veja, detratando-o.

E também não o detrato, porque jornalismo também não é “assassinato de reputações”.

Até porque, em matéria de “assassinatos de reputação” nenhum de nós chegará aos pés da Veja, por mais que quiséssemos – e não queremos – tentar.

Apenas recordo o que ouvi muitas vezes de Leonel Brizola e, muito jovem, demorei a entender: os meios determinam os fins.

Romeu Tuma Júnior é, definitivamente, um meio que compromete qualquer fim.

O 247 deve decidir se ele tem credibilidade no que fala de uns e é indigno de crer-se, quando fala de outros.

Ou Mino terá razão quando fala dos “duplos”?

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