“Remendinhos” não vão debelar a crise

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Hoje se completa uma semana de mudança “revolucionária” que permite descontos no pagamento sem o uso de cartões de crédito.

Efeito zero.

Ontem a Folha publicou reportagem sobre as tradicionais liquidações de Ano Novo das principais redes de varejo.

E o destaque, além dos descontos de “queima de estoque” – quanto mais altos, sinal de maior “encalhe” – é justamente o contrário: a ampliação dos prazos de pagamento.

Nas  Casas Bahia, 14 vezes sem juros no cartão da marca ou 18  vezes no carnê. No Ponto Frio, 16. No Carrefour, em 15 vezes.

Achar que se vai estimular as vendas com minidescontos por pagamento à vista é uma rematada tolice, num momento em que a disponibilidade de dinheiro nas mãos da população é mínima  e ainda menor para o motor do comercio de produtos de maior valor, a classe média, que tem o mês do IPTU, da matrícula escolar e, em alguns casos, do IPVA.

O governo não tem a menor ideia do que fazer com todos os sinais de alerta que, a esta altura, nem seus seus áulicos conseguem mais deixar de considerar.

O comércio em geral, segundo dados do Mastercard Pulse, caiu 4,4% em novembro, o pior resultado desde 2008 e não há um que comemore um dezembro melhor.

No segmento automotivo, que está de pé só por conta da exportação, as vendas de automóveis e comerciais leves novos no Brasil teve, no último mês do ano, queda de 9,8%  sobre o já desastroso dezembro de 2015.

Mesmo antes de Michel Temer, a política econômica joga suas fichas na recess~çao como remédio econômico. A diferença é que com ele passou a jogar todas as fichas nisto.

Portanto, o que pode depositar em outras políticas, as capazes de reaquecer a economia, é só fichinha, de pouco ou nenhum valor.

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