A régua mede de acordo com o olho de quem mede

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Os jornais e os sites da grande imprensa mostram como 2 e 2 podem ser 3 ou 5, dependendo da simpatia que têm pelo freguês.

Vocês se lembram como, em 2015, com Dilma, o preço da gasolina era um escândalo.

Faziam-se adesivos grosseiros, promoviam-se “dias sem imposto” em postos de gasolina do país inteiro, contra o absurdo do preço, que andava em US$ 1,10 dólar por litro – com os preços internacionais no mesmo patamar de hoje.

Aí em cima, você vê como o preço está hoje, também em dólar: US$ 1,24. E é só olhar as datas e ver que, mesmo antes do furacão lá no Texas bagunçar a vida das refinarias, já estava acima daquilo.

Saiamos da gasolina, então, e passemos para outra energia, a elétrica onde ninguém fala nada sobre riscos de apagão, como naquela época.

É verdade  que seria uma precipitação falar com histeria, mas naqueles dias falava-se todos os dias.

E será que estávamos pior?

Em 11 de setembro de 2015, os reservatórios do Sudeste e Centro Oeste, os maiores do país,com dois terços da capacidade total de represamento, estavam com 33,8% de sua capacidade e os do Nordeste, 25% do total nacional, com apenas 16,4% de sua reserva possível.

Ontem, estes números eram piores: 30% no Sudeste e 11,2% no Nordeste, onde o mar de Sobradinho virou sertão, com 6% de sua capacidade e ainda liberando o dobro de água que recebe. Três Marias, embora faça parte do total do Sudeste, tem 16% de reserva e está vertendo água para não deixar o Rio São Francisco secar: saem 249 metros cúbicos por segundo da represa, mas só entraram, na medição de ontem, DOIS metros cúbicos por segundo.

Só nos últimos dias, porém, aqui e ali, começaram a surgir matérias sobre as dificuldades no setor.

Muita calma nesta hora do Michel Temer, não é?

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