A reforma da Previdência vai descendo pelo ralo aos pedaços

daniel

É de um ridículo atroz a frase do relator da previdência, Arthur Maia,  dizendo que guardava “surpresinhas” para a reta final da leitura do relatório sobre a proposta de reforma previdenciária.

Não há a menor seriedade e pouco importa o esclarecimento da população sobre o que se pretender fazer.

A  esta altura, ninguém sabe o que será a “reforma” da Previdência.

Temer mia.

Meirelles chia.

Faz-se qualquer negócio para que saia aprovada “alguma coisa”.

A essa altura, tanto faz que a” idade mínima” de 65 anos para o trabalhador urbano  passe a valer em 2038, como parece ter sido o acordo governista, ou no ano 3110.

Tira-se e põe-se categorias ao gosto do freguês, num improviso que diz respeito ao futuro e à velhice de milhões de pessoas.

Os anos de contribuição são, num dia, 49 e, em outro, “apenas” 40, como se nove anos de trabalho fossem uma brincadeira de que se pode dispor para aterrorizar pessoas.

Não tem nenhuma base real de mudança de curto ou médio prazo.

A reforma da Previdência que era um dragão, virou um destes monstros fabulosos montados com um pedaço de vários animais.

Parece  as tais bestas de Daniel descritas no  livro bíblico do Apocalipse.

O Governo Temer dissolveu-se e briga agora para conseguir aprovar algo que possa chamar de  seu “reformismo”.

Pode ser até que, num milagre, consiga.

Mas sai inapelavelmente mutilado.

A radicalização que promoveu para, depois, recuar e recuar e recuar só aumentou sua rejeição.

 

 

 

 

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