Queda nos serviços é ducha fria sobre a “retomada”

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A queda de 0,8% do setor de serviços em julho, frente ao mês anterior, apurada pelo IBGE é um péssimo sinal para a economia brasileira.

Os serviços representam praticamente 70% do PIB brasileiro e, portanto, seu efeito negativo, em tese,  é quase quatro vezes maior que o  efeito positivo da elevação em 0,8% do setor industrial. Claro que, como o PIB é um cálculo trimestral, isso não pode ser aplicado mecanicamente para antecipar valores, é apenas um potencial de variação.

O resultado, separado por setores, ainda é mais preocupante. O fato de terem sido os serviços prestados às famílias, sustentados pelo duplo fator FGTS/queda da inflação o único que presentou crescimento (+ 0,9%) enquanto os serviços profissionais e complementares, muito ligados à indústria, terem tido queda de 2%.

Os números anuais ainda são muito negativos, como você pode ver no gráfico. Devem melhorar, mas nada que indique um resultado ao final do ano muito diferente de zero.

Foi uma ducha de água fria nos que, precipitadamente, estavam agitando as bandeirinhas da retomada, confundindo sinais positivos com tendências sólidas.

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