Quase 200 mil perdem plano de saúde só em janeiro. E o SUS, congelado

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Dados divulgados hoje pela Agência Nacional de Saúde Suplementar,  192,2 mil pessoas deixaram de ser  beneficiárias de planos de assistência médica em janeiro. Número bem superior à média de saídas registrada em 2016, de 122 mil beneficiários a menos por mês.

O motivo, claro, é a queda no padrão de renda das famílias e a perda do emprego, pois dois terços dos planos é de natureza empresarial.

São, portanto, só em 2016, 1,5 milhão de pessoas a mais dependendo da assistência do SUS. E, numa hipótese otimista, outro milhão e meio acrescido neste ano.

Com o teto dos gastos públicos, todo este contingente extra terá de ser atendido com os mesmos recursos de antes, pois está proibido qualquer aporte que exceda à correção inflacionária.

Ou alguém acha que os governos estaduais e os municipais, quebrados, vão completar essa diferença?

Então, vamos depender a capacidade do “notável” ministro da Saúde, se tiver um tempinho nos seus lucrativos empreendimentos imobiliários, fazer milagres.

Como para fazer milagre é preciso ser santo, então não vamos ter.

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