Prévia do PIB “encolhe” e BC tem dupla pressão: dólar e juros

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Muito mais que o “mercado” esperava, o número negativo do Índice do Banco Central – medida da atividade econômica semelhante à do PIB – recuou fortemente em março: 0,74%.

Em tese, algo que estimularia a continuidade – esperada pelos agentes financeiros – da queda dos juros.

Mas, de outro lado, a pressão cambial indica o contrário: o “prêmio” de juros pagos ao investidor estrangeiro, em relação aos dos títulos do Tesouro norte-americano, descontado o câmbio, tendeu a zero.

Logo, desinteressantíssimo.

No “manual”, como fez a Argentina, isso recomendaria uma alta da Taxa Selic ou, pelo menos, a interrupção de sua queda.

O mais grave, porém, é que a degradação do cenário econômico mundial parece longe do fim e não deve mitigar a cada vez maior imprevisibilidade do cenário eleitoral brasileiro.

É impossível, claro, fechar prognósticos absolutos em cenarios econômicos e não se pode prever em que grau a crise econômica se aprofundará.

Mas a seta é para baixo e tão baixo já estamos que o desastre mora ao lado.

 

 

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