Porque este blog não comenta o caso do “ex-filho” de FHC. Mas o da Veja, sim

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Por princípio, não entro em questões pessoais de fundo moral.

Qualquer ser humano adulto pode vir a gerar um filho em situação involuntária, até por uma atração fugaz.

Quem transa com quem é assunto que só aos dois, se adultos e consentidos , diz respeito.

Homem ou mulher, não sou eu quem vai jogar pedras, porque hipocrisia não é a minha praia.

Muito menos sobre a decisão – feminina, sempre – de ter ou não ter a criança.

Assumi meus filhos, os que gerei e a que me veio como um presente pronto. Mas não acho que todos os homens sejam iguais, embora os que não amem uma criança, sejam de quem forem  os cromossomos que  ela carregue, não sabem o que estão perdendo.

Por isso foco meu comentário sobre a entrevista-bomba da jornalista Miriam Dutra, narrando os bastidores de sua relação com Fernando Henrique Cardoso e suas suspeitas sobre a forma – segundo ela, ardilosa – pela qual o rapaz fez um exame de DNA que comprovaria a não-paternidade e sua divulgação, mas noque ela fala sobre o papel da revista Veja.

Um texto, despropositado – na seção “Gente”, em em julho de  1991 – , atribuía a paternidade a um “biólogo”, convenientemente anônimo e no exterior.

Diz ela que foi armado pelo próprio Fernando Henrique – dá-se a entender que por iniciativa do filho mais velho, Paulo Henrique – e o então editor da revista, Mário Sérgio Conti.

Isso, sim, diz respeito à natureza pública do jornalismo e permite, sem meias palavras, o uso da palavra canalhice para descrever o que é.

Canalhice de quem transforma o exercício da profissão em prestação de favores, até para “limpar a barra conjugal”.

Canalhice de quem procura na manipulação da mídia a satisfação de seus interesses privados, neste caso abjetos.

A Veja e Fernando Henrique vêm de longe, nisso.

Hoje  se acrescenta um capítulo a mais na imundície – refinada, é verdade – de ambos.

 

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