Politicagem com a morte

empurra

Como se disse aqui, mais cedo, o Governo Federal adotou a tática de jogar sobre o Governo do Estado do Amazonas a responsabilidade pelo motim que virou massacre na penitenciária de Manaus, dizendo que este sabia de sua iminência e não avisou às autoridades nacionais.

O problema não é a tragédia, é quem leva a culpa.

Então, em retaliação, o Governo amazonense  diz que Brasília tem “informações e participa de discussões sobre segurança pública no Estado” e que “desde outubro de 2016 o Estado mantém um Comitê de Gerenciamento de Crise do Sistema de Segurança Pública, com representantes estaduais e federais. Entre as entidades presentes no comitê, segundo o governo do Amazonas, estão a Polícia Federal, as Forças Armadas, a Polícia Rodoviária Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), todas essas entidades federais”.

Como costuma acontecer nestes casos, os dois lados devem ter parte da verdade e nenhum deles tem razão.

O prblema é que parece ter se extinguido no Brasil qualquer tipo de investigação séria, aquelas onde os responsáveis calam a boa até saberem, com bastante certeza, tudo o que se passou.

É obvio que o Governo Federal não é o culpado pela entrada escandalosa de armas no presídio.

E é claro que ele é culpado por não ter uma política penitenciária e não controlar a aplicação dos recursos do Fundo Penitenciário.

A rigor, é só politicagem e pouco importa que 56 pessoas tenham sido mortas da maneira mais cruel e selvagem.

Pessoas? Que digo eu? Eram presos, eram bandidos, importam pouco ou nada.

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