Petrobras chega à marca de 3 milhões de barris de petróleo

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O dado mais significativo do balanço da Petrobras sobre sua produção do mês de agosto só está no meio da publicação oficial da companhia.

 

É o de que a produção de petróleo pela companhia – incluída a parcela de 4,32% do que ela produz mas pertence, comercialmente, aos seus sócios – alcançou três milhões de barris equivalentes em petróleo e gás de petróleo.

 

Uma frase “burocrática”: “Vale destacar que a produção total que operamos no país, incluída a parcela operada para empresas parceiras, ultrapassou pela primeira vez os 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, atingindo 3,01 milhões (de barris de óleo equivalente)”.

 

Um milhão de baris foram atingidos  em 1997, 44 anos depois da criação da empresa

 

Dois milhões chegaram em 2009, doze anos depois e só dois anos depois  do descobrimento do pré-sal.

 

Seis  anos depois, mais um milhão de barris vindos daquelas camadas profundas  nos fizeram chegar a três milhões de barris diários.

 

Se a Petrobras não desistir de seu programas de investimentos em escala maior do que já os adiou, podemos chegar ao próximo milhão de barris até o final de 2017, com o início de exploração dos megacampos de Libra e de Bem-Te-Vi, em três anos.

 

Não há argumento econômico que possa desaconselhar um país a dobrar sua produção de petróleo em doze anos, ou triplicá-la em seis  anos (2009 a 2017) ou quadrupicá-la em 20 anos (1997 a 2017).

 

Tivéssemos de catar moedinhas no fundo de roupas velhas para financiar isso, sacudir canequinha nas escadas das estações de trens, vender bônus de “barris de petróleo futuro” na esquina, passar rifa ou o diabo que fosse, isso seria bom negócio e muito mais bom negócio é num país que tem uma economia de um tamanho que nos permite fazer isso sem improvisos e voluntarismos.

 

Ao contrário, em lugar de buscar como e quem nos financie lucrar com isso, queremos é entregar a galinha dos ovos de ouro negro.

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