A PF de vila, o MP da Candinha e a lei do ódio merecem indignação dos dignos

 

indig2

Fazem os jornais escândalo, e muita gente dita “serena” acha exagerado o advogado Nilo Batista ter ridicularizado o “triplex de luxo” que não é do ex-presidente Lula mas, entretanto, “é do Lula”.

Não é, não.

Primeiro, porque é ridículo e se não for tratado como ridículo aí sim fica sendo sério.

Aliás, pior do que ridículo, é criminoso.

Lula ou qualquer pessoa tem o direito de comprar algo dentro de suas posses, seja um apartamento ou um barco, ainda que de lata.

Ninguém tem nada a ver com isso, ainda mais quando ele não exerce cargo público de qualquer natureza.

Quando os que exercem ou exerceram, por outros partidos e com outras ideias ou práticas, possuem ou usufruem muitíssimo mais sem que haja nenhum questionamento de autoridades por o fazerem.

As instituições da República, que funcionam com pessoas muito bem pagas pelo povo brasileiro não o são para fazer perseguições ou para produzir situações que se prestem a explorações de natureza político-eleitoral, como estão fazendo.

Porque não há um crime sequer no que apontam como motivo das investigações sobre Lula. Não há nada que possa indicar que ele pudesse ter desviado dinheiro público deste ou daquele lugar para comprar tal ou qual coisa.

O que há é uma Polícia Federal desvirtuada, dedicada a persegui-lo.

O que há é integrantes do Ministério Público que não respeitam suas próprias funções e a instituição a que pertencem para avançar sobre qualquer assunto que possa atingir, em tese, a respeitabilidade do ex-presidente, sem que o Judiciário ou a sua própria corporação lhe ponham cobro.

Não praticam a fiscalização da lei, se ela não é violada, mas ao sugerir que tenha sido, entregam-se à maledicência.

Tem razão Nilo ao descrever os sentimentos de Lula como os de quem “se dá conta de que é uma luta antes de mais nada política e sente ser injustiçado e achincalhado sem ter feito nada”.

E um homem que se sente assim tem dois caminhos: encolhe-se ou reage.

Lula, como homem público – e isso não é ter cargo público, difere – deve dar e deu todas as explicações, inclusive abrindo mão de parte de seu direito à privacidade.

Mas isso não quer dizer que, dadas as explicações ao público, não deva indignar-se.

É, aliás, o que precisa fazer, para que a população se esclareça.

Não será miando que sairá das cordas em que o colocaram os que se reuniram para cometer crimes contra a sua honra.

E quem completou essa associação e deu-lhe efetividade foi a mídia, que passou, além de ser o partido de oposição que sempre foi, a praticar a mesma irresponsável “lei do ódio” que estimulou e desenvolveu em seus leitores.

O Brasil é um país quase que totalmente constituído de pessoas honradas. O que a mídia faz é, porém, tirar-lhes a lucidez e fazê-las supor que todos são ladrões, porque seria esta a natureza dos homens públicos.

Não é.

Mas para não ser, o homem público tem que ser digno e é condição de homens dignos, como o nome indica, a de indignar-se diante disso.

Só os canalhas são mudos, cínicos e combatem apenas com manobras jurídicas.

As pessoas de bem não têm o direito de dar um “passa-fora” nas molecagens com a sua honra.

Têm o dever de fazê-lo.

Para os que esqueceram disso, posto a cena em que Leonel Brizola calou um deles, no programa Roda Viva.

Comentários no Facebook