Para “limpar a cara”, Folha faz “ficha do Dops”

Eu já tinha chamado a atenção aqui, quando comentei a coluna da ombudswoman da Folha, Suzana Singer em que, além de chamar Reinaldo Azevedo de “rottweiller”, ela buscava dizer que um novo colunista, Ricardo Mello, em tese iria compensar a “direitização”, por ter um passado “trotskista”.

Seria só uma inconveniência, até porque – registrei naquele texto – o folclórico “Tio Rei” também o tinha.

Fui do partidão nos anos 70.  Miriam Leitão, também. Isso significa algo em relação ao que pensamos e dizemos hoje? Alberto Goldman foi dirigente comunista, hoje é serrista. Carlos Lacerda foi da Aliança Libertadora Nacional de Prestes e foi o que sabemos na história brasileira. 

Mas a Folha faz questão de publicar a “ficha” de Ricardo Mello, como que para “limpar a cara” do próprio jornal.

Não faz isso com nenhum outro, mas fez agora com ele.

Não creio que isso o incomode, mas é uma espécie de “ato falho” do jornal, talvez diante do que a “aquisição do passe” de Reinaldo Azevedo tenha provocado de inconformismo em outros, como se apontou ontem aqui.

Mas que, em lugar de brigar com o “cachorro grande” que é a Veja, onde se transformam estas figuras em ícones do jornalismo, ficam alimentando o  furor destas figuras.

E que a Folha não faz diferente, agora.

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