Os privatistas se roem do sucesso do leilão, mas não entregam a rapadura

Vocês lembram que hoje de manhã os jornais – especialmente a Folha e o Valor – já falavam em mudança da lei do petróleo, na onda do “fracasso” do leilão de Libra?

De novo, a Reuters – uma das melhores, embora não tão desinteressada, em cobertura do setor de petróleo – desnuda os interesses dos “fracassistas”.

A agência traz matéria com o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que de brasileiro só tem o nome, porque é composto de uma maioria real de empresas estrangeiras. João Carlos de Luca presidiu a espanhola Repsol no Brasil, antes da China assumir seu controle.

E o que ele diz?

Segundo a Reuters, ele defendeu nesta segunda-feira o fim da obrigatoriedade da Petrobras como operadora única do pré-sal, até como forma de acelerar a exploração da área com reservas gigantes de petróleo do país. “Tirar essa obrigação vai ser um grande avanço”.

Como a iniciativa privada é “boazinha”, quer tirar da Petrobras o “sacrifício” de ter de explorar áreas do pré-sal que ” não são tão interessantes”…

Ora, ninguém vai furar sete mil metros de profundidade, em rochas corrosivas e mar alto, se for para pegar uma moringa de petróleo. Área do pré-sal economicamente viável é muito diferente de poços que, sim, a Petrobras pode e deve entregar à iniciativa privada, porque rendem pouco e não justificam a dispersão de esforços, como já se faz com centenas de poços exaustos em terra.

O presidente do IBP, como fez hoje a imprensa brasileira, quer dar o golpe do João Sem-Braço: dizer que as empresas privadas vão fazer “um favor” à Petrobras.

É sinal que perderam e, agora, mudam o discurso da “eficiência” para o da “modéstia”.

Tadinhos.

 

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