Os caminhos aéreos do helicóptero dos Marinho

voamarinho

O que a gente noticiou no post anterior – que a Agropecuária Veine, oficialmente a proprietária da mansão praiana dos Marinho em Paraty , que está irregular, com processo para demolir-se – é também a operadora do helicóptero Agusta 109, prefixo PT-SDA, que serve à família Marinho está comprovado aí, com a cópia obtida por este blog do certificado de aeronavegabilidade – o “documento de voo” da aeronave – reproduzido acima.

brasif1Ou era operado , até pouquíssimo tempo atrás, porque o registro na Anac foi transferido, faz pouco, para a Vattne Administração, outra empresa de papel, esta hospedada no Leblon, criada em agosto do ano passado.

É um jogo de papéis, apenas, porque a Vattne funciona na mesma sala da Cia Brasif Consórcio Empreendimento Luziania, empresa do grupo Brasif, que é também dono da Santa Amália, parceira da Veine na operação do helicóptero global.

brasifTanto é assim que o endereço do consórcio é a sede formal e  pátio de máquinas pesadas da Brasif, na rua Margarida Assis Fonseca, número 171, no bairro Califórnia,  em Belo Horizonte.

E a Santa Amália,  empresa “de papel” que  forma a associação com a Veine, tem sede na  Fazenda Córrego dos Macacos, uma das propriedades do dono da Brasif, Jonas Barcelos, um dos líderes na criação de gado nelore no Brasil.

Como Barcellos se envolve com política e doações a candidatos, não é o caso dos guapos rapazes do MP investigarem. Afinal, vejam o que a Folha contava em 2010:

A feijoada que juntou na mesma mesa, na última segunda-feira, os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), teve como anfitrião um empresário investigado sob acusação de fraude contra a Previdência Social e citado como favorecido em uma gravação do escândalo do mensalão do DEM, no Distrito Federal.
Vice-presidente da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu), Jonas Barcellos Corrêa Filho é um dos maiores nomes da pecuária brasileira.
Ele também é dono da Brasif S/A, empresa que controlava os free-shops dos aeroportos brasileiros, desde 2006 nas mãos de uma companhia suíça.
Em maio passado, a Procuradoria da República em Minas Gerais denunciou criminalmente Barcellos e outros quatro diretores da Brasif por um rombo de R$ 332 mil nos cofres da União por não recolhimento de INSS dos ex-funcionários. O processo tramita na 11ª Vara Federal de Belo Horizonte, ainda sem julgamento.
O advogado da empresa, Ciro Kurtz, diz que o Ministério Público Federal fez a denúncia antes da conclusão de processo administrativo do INSS, e que a dívida de R$ 332 mil já foi corrigida para meros R$ 86,78.
Segundo Barcellos, a ação penal “é uma bobagem”.
No caso do mensalão do DEM, em uma das conversas gravadas pelo delator do esquema, Durval Barbosa, Jonas e a Brasif são citados pelo ex-chefe da Casa Civil de José Roberto Arruda, José Geraldo Maciel, como supostamente favorecidos em uma licitação.
Kurtz diz que a licitação nem chegou a acontecer e que a empresa nunca teve nenhum contrato com o governo do DF.(…)
Além de Serra e Dilma estiveram presentes neste ano, entre outros, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o vice-presidente José Alencar e a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
Apesar de o grosso das doações da Brasif -nas campanhas de 2002 e 2006 foram R$ 2,1 milhões- irem para candidatos a deputado e senador do DEM e PSDB, Barcellos nega preferências partidárias e não revela em quem votará.
Diz, contudo, que pretende contribuir para a campanha de seus dois convidados, Dilma e Serra, mas que isso ainda depende de aprovação de outros sócios da empresa.

Se o Bumlai vem ao caso, porque o Barcelos não vem?

 

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