O que era a “consultoria” de Meirelles ao JBF, segundo o Estadão, em 2012

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz em nota que apenas prestou consultoria e “em nenhum momento, porém, exerceu quaisquer funções executivas na empresa” J&F, controladora do frigorífico JBS e e da Eldorado Celulose, empresas envolvidas na investigação sobre supostos desvios nos fundos de pensão.

Ninguém acusa Meirelles, previamente, por nada.

A não ser pelo fato de ou ele ou o Estadão estarem mentindo, porque o jornal paulista publicou, no dia 5 de março de 2012, um ano e dois meses depois de Meirelles deixar o BC, a seguinte descrição de suas funções no  grupo dos irmãos Joedson e Wesley Batista:
Nem a disputa pela Prefeitura de São Paulo, nem a volta ao mercado financeiro. Depois de um ano de quarentena, o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles assume hoje a presidência do conselho de administração da J&F, holding de empresas que controla o frigorífico JBS, maior processador de carnes do mundo.
“Tive várias ofertas para voltar ao mercado financeiro, mas achei mais interessante partir para o setor produtivo”, disse Meirelles. 66 anos. “Esse grupo está crescendo muito, está se diversificando e representa uma experiência desafiadora para mim”.
(…)
A partir de hoje, ele começa a montar o conselho de administração da holding da família Batista, que atualmente tem apenas um conselho consultivo. A tarefa de Meirelles é trabalhar na estratégia global do grupo. Uma possibilidade, no futuro, é abrir o capital da empresa.
Mas, ao que parece, a dita “consultoria” de Meirelles à J&F vai ficar na conta daquela outra consultoria, a de Delfim Netto à Odebrecht, paga em espécie, bufunfa na mala.

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