O PSOL ocupa o lugar do PT? O do voto popular é que não é…

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O mapa acima, que “roubei” do Facebook da Tandara Santos, é o retrato mais expressivo da besteira que é dizer que: a) o PSOL tomou o lugar do PT e 2) e, bem pior, que o PSOL é a alternativa de esquerda no Brasil.

Lamento, porque gosto muito de amigos psolistas, nos quais reconheço sinceridade, mas não lucidez nesta quadra difícil.

Penso que se vergam com muita facilidade aos ventos contrários e aceitam o discurso dominante, como fez Freixo hoje ao declarar que foi prejudicado por ““tudo de ruim que aconteceu durante o ciclo do PT na Presidência”.

No fundo, talvez, não acreditem no conceito – e na sabedoria do conceito – do voto de classe.

E não entendam que o Brasil não é um país partido entre uma elite e uma massa, no qual a primeira vive bo século 21 e a segunda, embora de celular, vive no 19.

Mas o mapa não evidencia apenas o erro do PSOL, mas o do PT.

A preocupação em ser palatável, “republicano”,  “de todos”.

Não, a política tem lado e o povo humilde não reconheceu no candidato “de esquerda ” o seu lado.

Como, historicamente, reconheceu em Getúlio, em Jango, em Brizola e em Lula o seu lado.

Os “puros” cometem este erro e pagam por isso um preço.

No primeiro comentário que fiz, após o primeiro turno das eleições, já registrava este traço na candidatura Freixo.

É bom lembrar, porém, que Freixo teve um percentual – 18% – bem pior do que os 28% obtidos na eleição anterior, em 2012, quando foi a grande surpresa.
Infelizmente, esta onda não chegou à Zona Oeste (à parte pobre, formada por Realengo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz), onde Freixo teve entre 6 e 11% dos votos. Na parte rica, como era natural que fosse, venceu Pedro Paulo.

O problema da esquerda não é fazer uma política de alianças.

É tanto não fazê-la quanto deixar que as que faz as conspurquem.

O mapa aí de cima é apenas uma pálida ideia do que seria uma candidatura Lula mo povão.

Onde você v~e a vitória do Crivella, em geral, veria a de Lula.

E onde vê a de Freixo, provavelmente veria a de seu adversário.

A esquerda “moderna” anda se esquecendo da luta de classes.

 

 

 

 

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