Digitais para entrar na PGR. E para “vazar” da PGR, vem ao caso?

dedaojanot

Lê-se na coluna de Lauro “Erramos” Jardim que a Procuradoria Geral da República vai instalar um “controle biométrico de portaria” para garantir a segurança de Suas Excelências, os procuradores, pela bagatela de R$ 6,2 milhões.

É, mais ou menos, o custo de dez Unidades Básicas de Saúde. Ou de 50 médicos, durante um ano, no “Mais Médicos”.

E não é nada perto do dispêndio do TSE – lembra, aquele do Ministro Toffoli, que disse que não podia ter eleição se tivesse algum corte de verbas? – com a identificação biométrica dos eleitores que, pela amostra do custo de uma simples portaria de prédio onde talvez não chegue a 2 mil o número de dedões a verificar, certamente elevam-se a alguns bilhões para os mais de 100 milhões de eleitores brasileiros.

O TSE, transparente como é, claro, não divulga o valor gasto com a bugiganga. Os dedos de silicone já são uma festa nos relógios de ponto de dedão. Porque não o seriam nas urnas da biometria? Q

ue, na brilhante definição feita em 2014 pelo então presidente do TRE do Rio de Janeiro, Bernardo Garcez,  foram uma brilhante “solução para um problema inexistente“.

Embora incomparáveis com estes bilhões, os R$ 6,2 milhões do Dr. Janot são úteis para revelar ao menos uma coisa: o desprezo de Suas Excelências com a pobreza do Brasil.

Concedem-se vencimentos elevadíssimos, vá lá.

E mais toneladas de penduricalhos, o mais escandaloso deles o auxílio-moradia para quem trabalha na mesma cidade onde vive, tem imóvel próprio ali  e, até, vejam o requinte, de tendo como cônjuge outro membro do MP ou da Magistratura, receber dois “vale-aluguel”, somando quase R$ 10 mil mensais além dos cerca de R$ 30 mil “de fé”.

Agora, diz-se que esta bufunfa é para dar-lhes segurança, ameaçados que estão em razão da Lava Jato.

Por quem? Quando? Onde?

Esta turma vive num mundo irreal, num Brasil  irreal. Virou uma casta, que nada tem a ver com a “patuleia”.

São os fiscais da lei, mas lei para eles não tem a ver com bem comum e direitos do cidadão comum.

Estão muito preocupados com quem entra na PGR, mas não parecem estar nem um pouco preocupados com o que sai dali, na forma de vazamentos criminosos, para alimentar a mídia.

Para os vazamentos, não há identificação biométrica, não há digitais.

Não vem ao caso.

 

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