O ‘mito’ e o açaí: Bolsonaro sente o gosto amargo da patrulha

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No site da Folha agora à tarde (e certamente muito maior no jornal impresso, amanhã) a suculenta história da vendedora de açaí e faz-tudo doméstica de Jair Bolsonaro, Walderice Conceição dos Santos, que pula de cargo em cargo, há 14 anos, no gabinete do deputado.

Ao que parece, uma modesta “ajuda de custo” a uma prestadora de serviços domésticos que tem uma portinha onde vende açaí em Mambucaba, distrito de Angra dos Reis onde o “mito” tem casa de veraneio. O marido, “encostado no INSS”, presta pequenos serviços ao “mito”, também, de “olhar” a casa – nada luxuosa, aliás –  como caseiro, no que o próprio deputado descreve como “dar comida aos cachorros”.

Bolsonaro se segura numa versão – destas de rir – de que que ela é sua “correspondente” na pequena vila, de onde “reporta” problemas ao gabinete mítico.

Maracutaiazinha mais que comum entre os deputados, a de pagar empregados domésticos com cargos “mixurucas” na Câmara, o arranjo só é notícia porque gente como Jair Bolsonaro criou o “patrulhismo” 24 horas.

É claro que a “Wal do Açaí” não é, nem de longe, um símbolo das mazelas da política no Brasil. Vai, coitada, perder a “boquinha” de R$ 1.300 que têm na Câmara, e ser sacrificada para manter o mito do “mito”. Mas presta o serviço de mostrar de que matéria são feitos os moralistas da política brasileira, todos com os seus pezinhos enlameados.

O “mito”, afinal, é só um mito.

 

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