O jantar de FHC e Huck azedou

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Protocolarmente, Fernando Henrique amanheceu hoje dizendo que Luciano Huck ainda “está considerando se será candidato” a Presidente e que “não bateu o martelo” sobre o assunto.

Pode ser, mas os sinais de que foi meio azedo o gosto do jantar, ontem, são muito claros.

O primeiro, e maior deles, foram as juras de fidelidade feitas a Geraldo Alckmin, que antes só levava pontapés, com aquela história de “surgir um candidato capaz de unir o centro” e outras conversas do gênero.

Agora, diz que não importa que Huck  “tenha boas ideias e empatia da população”, seu candidato será Alckmin: “Quando Geraldo Alckmin foi designado para ser presidente do PSDB, eu apoiei. Eu sabia e não sou uma pessoa ingênua, que isso seria uma pré-condição para ele ser candidato. Então, eu apoiei com consciência isso. Claro que eu apoio Geraldo”, afirmou e, entrevista à Rádio Guaíba (RS), reproduzida pelo Estadão.

Outro sinal foi a menção expressa aos problemas financeiros que a aventura trará a Huck: “ele trabalha na Globo, tem um contrato e tem que pesar essas coisas todas”.

Com as declarações, FHC tira o previsível discurso de Huck no caso de voltar atrás e resolver assumir a candidatura, depois de tê-la negado e reiterado a negativa perante o TSE. Já não pode dizer que atendeu “aos apelos”  do ex-presidente.

Parece que, no final do jantar, o café que foi servido estava frio e amargo.

 

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