O “Feirão da Delação”: na hora da xepa, US$ 100 milhões para FHC

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A matéria de publicada hoje no site do Estadão – não me pergunte porque não está no jornal impresso, por favor – dando conta que o delator Nestor Cerveró diz que “a venda da Pérez Companc (refinaria argentina, outubro de 2002) envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões” – valor que o Nassif, gentilmente, já atualizou para R$ 1,033 bilhão –  é mais um episódio do “Feirão da Delação” que se instalou no Brasil, graças verdadeira “zorra jurídica” implantada pelo Dr. Sérgio Moro e pelos procuradores do Paraná.

Com a ajuda da mídia, com os vazamentos de praxe, isso virou uma baderna.

Todo bandido pego com a boca na botija, agora, já sabe qual é o caminho das pedras: delate, delate, delate.

O MP aceitará, Moro homologará e a imprensa publicará, com mais ou menos ênfase de acordo com quanto lhe interesse desmoralizar o personagem.  “Gente fina” como este FHC não irá para manchete, se for um desgraçado “lulopetista” jornais e TVs penduram no poste….

Um amigo sugere que o punguista da Avenida Presidente Vargas, pego fugindo com a carteira de um descuidado, tente logo a “transação penal” como o meganha que o agarra pelo cangote alegando que vai contar sabe quem matou John Kennedy.

Se o Brasil tivesse uma imprensa séria, o Ministério Público do Paraná e Sérgio Moro, a esta altura, estariam desmoralizados.

Porque, das duas, uma: ou Cerveró não tem nenhuma prova ou indício que o ex-presidente  – diretamente ou por integrantes de seu governo – já nos estertores embolsou uma bolada destas ou tem e isso é tão grave acusação que deveria ter se transformado num inquérito e num escândalo nacional.

Não? Basta imaginar o que seria se fosse com Lula. Porque com ele, eu “eu acho” de algum bandido vai para a capa da Veja. A denúncia contra FHC, sequer uma menção em seu site.

A Lula, por qualquer suposição, já aparece um procurador da República furioso a querer tomar-lhe declarações. A FHC, mesmo com uma acusação, não se pergunta nada.

O MP e Sérgio Moro, a idolatria da deduragem e da acusação que, em seu louvor, fez e faz a mídia e a covardia das instituições para com a autuação  completamente destrambelhada que lá se tem, transformando num circo de deduragem o que deveria ser uma investigação e um julgamento – aliás, julgamento ali é mera formalidade, já se entra condenado – sérios e isentos.

Virou o “Feirão da Delação”.

E a honra das pessoas é tratada como tomates amassados, na hora da xepa.

Não pode ser nem justiça, nem jornalismo.

Muito menos um Estado de Direito.

 

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