O Estado Policial não bate à nossa porta. Arromba-a.

ESTADOPOLICIAL

Chegamos ao ponto em que os monstros começam a sair da barriga da crise.

O Estadão anuncia que hoje os delegados da Polícia Federal lançam a campanha por uma Emenda Constitucional que conceda autonomia à instituição para afastar ‘interferências políticas e governamentais’.

Ou seja, transformar a Polícia Federal em um órgão semelhante ao Ministério Público, desvinculado, na prática, da vontade popular manifestada no ato de eleger governos.

Não é preciso mais que os fatos em curso para ver no abuso de poder e na transformação do Estado, desabridamente, numa máquina de perseguição dos desafetos ideológicos das corporações.

Até porque não há um fato concreto que possa ser exibido como prova de que a atividade policial esteja sendo cerceada.

Ao contrário: os vazamentos, a exposição deprimente dos atingidos por suas ações, a exibição de aparatosde força absolutamente desnecessários e o silêncio sepulcral diante das irregularidades flagradas ali – cadê o resultado da sindicância da escuta ilegal nas celas da PF paranaense? – tudo mostra exatamente o contrário.

O que está em curso é a transformação do Brasil em um estado autoritário, onde as corporações judiciais e parajudiciais detém o poder de fato e relegam o poder de direito do voto à condição de refém de sua arrogância, patrocinada (ou abafada, quando os governantes são do agrado) pela mídia.

Os processos ditatoriais que se tornaram inviáveis pela via aguda dos golpes militares, encontraram outros caminhos.

Que não seja tarde demais para barrá-los.

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