O ataque continua. E, como a gente prometeu, vamos escrever post no poste

muro

Meu avô tinha o primeiro ano primário.

Não sabia escrever direito.

Mandava minha mãe, que seria professora, copiar os panfletos do Yêdo Fiuza, em 1946,  e os colava no caminho da estação de Realengo, da Central do Brasil.

Os fascistas que estão atacando o site do Tijolaço vão aprender que há gente que, mesmo com os olhos cheios d’água pela violência que sofre, não se arregla.

O site continua sob ataque e metade das pessoas que o acessam não conseguem completar a visualização.

Passo quase todo o tempo tentando consertar os estragos que fazem. E não escrevo, que é o que sei, mal e mal, fazer.

Eu disse ontem que, se continuassem, a gente ia escrever o post no poste, como fazia meu velho e honrado avô.

Como o ataque continua, vamos para o poste.

No Brasil “republicano”, não há justiça ou polícia para nos proteger dos criminosos fascistas.

Abri um novo site, espero que provisório, com um endereço que tinha de reserva.

O Bom Combate – http://fernandobritobrito.blogspot.com.br/ – e republiquei nele os posts deste ontem à noite.

Vai funcionar como endereço alternativo enquanto durarem os ataques.

Com a minha cara, o meu nome, porque nada que eu perca, se perder estes, me valerá algo.

Se atacarem, há dezenas de outros criados.

Migro para um, para dois, para mil.

Se querem que eu pare de escrever, que me algemem as mãos.

E ainda assim a boca dirá que são canalhas os que atentam contra a liberdade de expressão.

Se você consegue ter acesso a este texto, por favor, continue acessando o Tijolaço, que é de de onde tiro o meu ganha-pão com os anúncios do Google e a contribuição voluntária dos leitores.

Se não conseguir sair daqui pra os posts, acesse o Bom Combate, onde estarão os mesmos textos, porque não escrevo por dinheiro, escrevo porque vivo para isso.

Moleques, canalhas e covardes não são a gente brasileira. E não podem prevalecer.

Desculpem os exageros da ira dos justos, aquela que Eros Grau, eu disse ontem, não tem tamanho para compreender.

Dez covardes são pouca força contra um determinado.

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