No badalar dos sinos, Cunha tenta jogar sua cassação na estaca zero

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Quando todo mundo achava que tinha terminado “até o ano que vem”, amanhã à tarde tem mais uma do Eduardo  Cunha.

A partir das 14;30 h, a Comissão de Constituição e Justiça , presidida pelo “cunhista” Arthur Lira (PP-AL), reúne-se  para votar recurso do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) contra a decisão do presidente do Conselho de Ética de não permitir vista no parecer de admissibilidade da representação que pede a cassação do presidente da Câmara,  recurso relatado pelo também “cunhista” Elmar Nascimento (DEM-BA).

Em princípio, seria quase impossível vencer a posição de Cunha, mas nas vésperas do Natal, com quórum duvidoso, pode prevalecer a mobilização de sua “tropa”.

Na prática, isso significa anular a aprovação do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) e a própria notificação de Cunha para que apresente defesa.

De novo e de novo, à estaca zero.

Até depois do Carnaval.

Obvio que Cunha sabe que, na Comissão de Ética ou no Supremo, terminará por ser afastado e condenado, no mínimo, à perda do mandato.

A menos que…

Sim, a menos que se reúnam as condições para votar o pedido de impeachment, sucessivamente, na Comissão Especial, no plenário e entregar o fato político quase consumado ao Senado.

Vinte ou trinta votos que sobrevivam na poderosa bancada cunhista, avariada pelos disparos de grosso calibre da PGR, que a aponta como “grupo criminoso” serão o fiel da balança.

Alguém acredita que, com toda a sua afetação, aecistas, serristas e alquimistas atirarão fora os votos que lhes podem ser decisivos?

E as instituições da República, enquanto isso, gozam de seu recesso de verão…

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