Marun é o sinal do “é dando que se recebe” do final do período Temer

piedade

Quem se lembra da frase de Roberto Cardoso Alves, o Robertão,  líder do “Centrão” do Governo Sarney não pode deixar de associá-la à insólita nomeação, hoje, do brucutu Carlos Marun na Secretaria de Governo da Presidência.

Embora a versão imunda da oração de São Francisco, nestes tempos, esteja praticamente invertida – “é recebendo que se dá” –  a ida de Marun para o Planalto é o retrato do aprofundamento do lamaçal que será o ano final do governo Temer.

Não se espere que o governo “sossegue” e se limite a administrar seu período final.

O tempo será de jogadas desesperadas para conservar a ficção da recuperação econômica num cenário que começa a mostrar sinais de que a ligeira estabilização que se alcançou deve ser fugaz: os juros mundiais começam a subir, a inflação está “pendurada” em dois fatores instáveis (dólar e preço dos alimentos) e as dificuldades fiscais devem levar a uma crescente paralisia da máquina pública.

A única resposta que o Governo ensaia a isso é vender, mais e mais rápido.

E, para isso, terá de oferecer mais generosas “comissões” ao mundo político.

Afinal, é dando que se recebe e recebendo é que, talvez, se dê.

No caso da Previdência, porém, os bilhões de favorecimentos não bastaram.

Caberá a Marum promover a remarcação – para cima – dos preços do “mercado” político.

 

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