As noivas tucanas de Drácula

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É difícil fugir das metáforas fáceis, tanto que elas saem do campo da imaginação e se desenham, cruas, na realidade.

Pois não é que depois de um ano de festas no castelo, e já com os camponeses aos portões, com seus archotes, os tucanos assumem, definitivamente, a condição de noivas de Drácula, marcado o casamento para o cada vez mais próximo 2018?

De nada adiantaram as uivantes lembranças do destino de Ulysses Guimarães.

A carga genética que os tucanos trouxeram de sua dissidência de há 30 anos atrás os chamou de volta ao tenebroso lar peemedebista do qual fugiram quando Sarney assombrava o palácio.

Verdade que não foram só os amplos aposentos que lhes franquearam no  planalto da Transilvânia. Também lhes calou fundo a ameaça de profanar-se o cadáver político de Aécio Neves e que se lhe vissem parte ou todas as entranhas.

Melhor assim, com ele condenado a seguir como morto-vivo, escondido em sua cripta, coberto apenas pelo pó dos séculos.

Porque, afinal, os nossos mortos-vivos são  sempre muito vivos.

O PSDB traçou o seu destino, que é ser o PMDB do amanhã, carregando a maldição adiante e, de novo, deixando o espaço da direita aberto para um novo e babujante Collor.

2018, se chegarmos lá, fica cada vez mais parecido com 1989.

Com a diferença que, no lugar da Globo e  de suas edições criminosas para nos privar do crucifixo e do alho que nos barrassem a besta, estão a Justiça dos principais da vila, o Dr. Moro e as sentenças  pelas quais o conde e suas noivas tanto anseiam.

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