Mais petróleo no pré-sal. Área de Carcará indica ser novo megacampo

carcara

 

O anúncio, ontem à noite, das descobertas do terceiro poço perfurado na área denominada Carcará do bloco BM-8 da Bacia de Santos tem tudo para ser a confirmação de que se a área pode ser um novo mega campo de petróleo, semelhante ao de Lula, o maior já em exploração do pré-sal brasileiro, situado cerca de 50 km a leste.

 

Tanto o tipo de rocha, as características do petróleo (leve, 31 graus API), a pressão, profundidade e espessura da coluna de acumulação encontrados indicam que é  o mesmo reservatório encontrado nos dois primeiros poços, com espessura entre 320 e 470 metros (Libra tem pouco mais de 300 m, por exemplo) estão em linha do que o pessoal da área de petróleo já suspeitava desde 2012, como registrava uma nota da Agência Reuters em agosto daquele ano e confirmada poucos meses depois:

 

“A expressiva coluna de Carcará tem potencial para colocar o prospecto no mesmo patamar das maiores descobertas do Brasil, ao lado de campos como Lula e Guará (Nota do Tijolaço: Guará é hoje denominado Sapinhoá e onde estão os mais produtivos poços, na faixa de 40 mil barris/dia, cada), localizados na mesma região.

 

Evidente que não se pode ser preciso sem todos os estudos geológicos, mas isso indica expectativas na casa de alguns bilhões de barris. Mas a turma especialista da Petrobras, pelas características que se listou, tem uma boa capacidade de estimar o potencial.

 

E a posição do terceiro poço, assim como a do segundo, sugere que a formação possa estender-se mais para o Norte, em área ainda não licitada nos leilões de concessão. Carcará foi leiloado em 2000, na segunda rodada de leilões, por um valor, na época, de apenas R$ 51 milhões. Atualizado em dólares,  cerca R$ 140 milhões, hoje.

 

Tomando a produção de um campo como o de Lula e mesmo com o valor baixo do petróleo hoje, daria o equivalente ao faturamento bruto de dois a três dias de produção.

 

É a isso que os espertíssimos defensores do fim da partilha do petróleo querem voltar, sob o argumento de que a Petrobras não tem recursos para investir.

 

Para bom negócio, garantido como o petróleo – e não o “pode ser” que arrebentou a Shell no Ártico – sempre há dinheiro.

 

 

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