Janot diz que acordo de delação da OAS “está rompido”. E isso basta?

ao caso

Na Folha, a Procuradoria Geral da República confirma que está oficialmente “rompida” a negociação da delação premiada do empreiteiro Léo Pinheiro, , ex-presidente da OAS.

Como se comentou mais cedo aqui, a partir do noticiário de O Globo, é estranho que Janot trate isso como um simples “rompimento”, como se a relação entre o MP e os delatores fosse um namorico inconsequente.

Não é.

O acordo de confidencialidade que foi rompido é um compromisso legal e sua quebra tem de gerar consequências.

É, portanto, indispensável saber quem o quebrou, Se foram os promotores ou os policiais federais cometeram crime de violação de sigilo funcional e devem responder por isso.

A PGR parece partir do princípio que foram os advogados da OAS, para “melar” o acordo de delação.

Isso não faz o menor sentido, porque a delação ser aceita é a esperança de Léo Pinheiro em ver reduzida a pena de mais de 16 anos de prisão a que foi sentenciado. Por que iria comprometer sua única chance de ser mais um no paraíso das tornozeleiras?

Se não é a ele quem interessa, a quem interessa.

Parece que o Dr. Janot não quer saber.

Se o Ministro Dias Tóffoli quiser honrar a toga que enverga, tem a obrigação de oficiar a Janot pedindo a apuração do vazamento para a Veja.

Se…

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