Gilmar, Aécio e o algoritmo grampeado

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Achou-se um número de ligações digno de casais recém-enamorados, via WhatsApp, entre Aécio Neves e Gilmar Mendes, depois que o primeiro se viu em apuros em processos que o misterioso “algoritmo” da máquina de sortear relatores do Supremo Tribunal Federal, tal qual roleta viciada, escolhia o segundo para investigar as acusações ao mineiro.

46 chamadas, em menos de 60 dias, é demais para que alguém acredite que, como explicou o advogado do recém-liberado senador,  Alberto Toron,  as conversas teriam sobre a reforma política. Poxa, Dr. Torom, inclua aí umas receitas de comida mineira e umas dicas de bala, que ficará mais crível.

É um festival de desmoralização, embora pareça impossível ainda falar em desmoralização do senador e do ministro.

Mas é inacreditável que, depois desta evidência, o Supremo, como instituição. não decida afastar Mendes da condução dos inquéritos de Aécio.

Se não o fizer, estará passando um atestado de que é, mesmo, uma casa do faz-de-conta.

 

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