Folha confirma Guantanamo da Lava Jato

noam-chomsky

O Brasil recebeu hoje a confirmação de uma denúncia já veiculada pelo blog Conversa Afiada.

A jornalista Monica Bergamo, flor rara no pântano da nossa imprensa, revelou a rotina dos executivos mantidos presos por tempo indeterminado pelo juiz Sergio Moro.

Os presos da Lava Jato estão sendo mantidos em condições degradantes nas dependências da Polícia Federal do Paraná.

Permanecem amontoados, aos quatro, em cubículos minúsculos, usando um buraco no chão como latrina.

São obrigados a comer com as mãos.

São humilhados constantemente pelos agentes.

Agora se entende porque Sergio Moro ganhou um prêmio da Globo.

O neoliberalismo é assim. Para banqueiros, a proteção dos deuses. FHC liberou aos bancos, quebrados por incompetência e corrupção, mais de R$ 300 bilhões.

Para executivos de empresas que empregam centenas de milhares de pessoas, e que constituem um nó central da economia brasileira, o inferno dantesco.

Só quem tem vida boa na PF é Alberto Youssef, o único que foi preso e condenado diversas vezes, e que, por ser tucano e ter um advogado tucaníssimo, tem o privilégio até de receber uma bela fisioterapeuta na cadeia.

O objetivo, naturalmente, é torturá-los até que delatem o PT.

Como não aceitaram, então continuam presos, mesmo que ainda não haja nenhuma condenação contra eles.

Tem um lugar que faz igualzinho: Guantanamo, a prisão americana na ilha de Cuba.

Os delatores, como Pedro Barusco, doente terminal, ou Paulo Roberto Costa, cuja família começou a ser integralmente perseguida, optaram pela delação e receberam imediatamente liberdade.

A imprensa e seu público fascistoide aplaudem, naturalmente.

Os pobres não são barbarizados? Então democratizemos a barbárie!

A demagogia fascista encontra em nossa mídia um terreno fértil para florescer.

Afinal, como explicava Joseph Pulitzer, inspirador do principal prêmio de imprensa e literatura nos EUA: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.

Só nos resta perguntar: o Brasil caminha para uma ditadura midiático-judicial?

Quem virá nos salvar?

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