Fernando Henrique, o poltrão

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Para quem não sabe o que é a palavra poltrão, que minha avó dizia quando ficava muito revoltada ao ver alguém se comportar de forma vergonhosa, aí vai a definição: quem não tem coragem; covarde, medroso, pusilânime.

Este é o retrato de Fernando Henrique Cardoso após a nota divulgada hoje pela Brasif dizendo que ele nada tem a ver com o contrato fictício de prestação de serviços que, em nome dele, assinou com a jornalista Mírian Dutra e que, portanto, nem desta maneira espúria ele assistiu a criação de uma criança que, para todos os efeitos, admitia ser seu filho.

Fez, isso, sim, de forma bandida, mas fez.

Porém, com medo de responder pelos dinheiros tortuosos  que usou nisso, ‘esqueceu’ o que depositou (depois do que escreveu como sociólogo) até obter da empresa a garantia de que ela “seguraria a peteca” dos pagamentos a Mirian.

Se nega a irregularidade, proclama a desumanidade: quer dizer que assistiu crescer o rapaz que pensava ser seu filho sem mover – mesmo por caminhos ilegais – uma palha para contribuir no seu sustento?

A um homem que renega um filho –  ainda mais no século 20 – só cabe mesmo o adjetivo que minha avó usava aos desafetos máximos: poltrão!

Não interessa se a mãe faz a denúncia com sinceridade, depois de tantos anos. Ao menos até o exame de DNA, ele admitia ser o pai e, portanto, tinha responsabilidades afetivas e materiais.

E para quem se revela proprietário de propriedades milionárias, como se revela no post abaixo, não é possível que  uma mísera pensão fosse inviável.

Atpé porque se pode dar um apartamento de 200 mil euros – quase R$ 1 milhão – ao rapaz, a essa altura, e se não foi capaz de pagar-lhe escola, comida, roupa, este mimo assume ares de “cala a boca, garoto, que você vai se dar bem”.

Um corrupto e um corruptor são desprezíveis.

Mas quem corrompe seu próprio filho é mais, é abjeto.

Lixo.

Se ele quiser, que me processe.

Vou ter o prazer de dizer como minha avó dizia, que é um poltrão.

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