Fachin e o superpoder Supremo apequenado

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Ouvi todo o longo e arrogante voto do Ministro Edson Fachin que, pretensamente, conduzirá a votação do Supremo sobre seu poder de prender – recolhimento domiciliar noturno é conto da carochinha – preventivamente parlamentares.

Reparem, este é o ponto: o Supremo tem todo o direito de prender parlamentares, desde que a partir de sentença resultante de processo autorizado pela Casa legislativa ou de eventos em que ele pode – e deve! – pô-los atrás das grades pelo flagrante de crime inafiançável.

Não é este o caso. Ou melhor, foi o caso quando Aécio foi flagrado nas “transmissões de mala” do Joesley Batista e Ricardo Saud.

O que está em questão agora é se, a qualquer momento, sem algum fato concreto que o justifique, mas apenas a partir do seu convencimento da “conveniência” de fazê-lo, pode interrompe um mandato e colocar em semidetenção um integrante de poder eleito  que responda a processo inconcluso.

Fachin transmite em tudo, na sua figura e expressão mesquinhos, a imagem de alguém que andou coberto com a capa da delicadeza e da humildade até chegar ao lugar onde pudesse revelar toda a sua brutalidade e intransigência. É uma figura que, por razões diferentes, gera a mesma antipatia humana que Luiz Roberto Barroso, que ao menos tem a vaidade a recomendar que cubra seu autoritarismo com tautologias do senso comum e de uma moralidade fátua, que sai da escuridão de sacristia, onde mora a de Fachin.

O resultado é imprevisível. Mas, se querem saber o que é a minha sensibilidade, é que o Supremo sairá menor desta história e Fachin inapelavelmente menor de sua arrogância.

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