Estadão “descobre” elo Cunha-Temer. É a operação tucana: “TSE-2016”

piauitemercunha

O Brasil tem uma coisa original na imprensa.

É o “todo mundo sabe, mas só quando interessa vira notícia”.

O  Estadão dominical “descobre” que uma emenda de Eduardo Cunha a uma Medida Provisória de 2012 que estabeleceu novas regras para a gestão dos portos no país favoreceu um doador de campanha do vice-presidente, Michel Temer.

A emenda permitia a renovação de concessões de terminais portuários privados a operadores com débitos com a União, desde que estes estivessem em processo de arbitragem.

Que Cunha e Temer têm mais interesse na “abertura dos portos às nações amigas” que D. João IV quando chegou ao Brasil não é novidade para ninguém.

Se qualquer repórter for conversar com o deputado Anthony Garotinho, ex-protetor de Cunha, e perguntar porque ele chamava a MP dos Portos de  MP dos Porcos, vai precisar de um carrinho para levar suas anotações.

Cunha, ao lado de Paulinho da Força, era o principal “transformador” da MP. Não é preciso senão consultar o site da Camara ( aqui, aqui e aqui) para saber disso. E com a ajuda luxuosa do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Já as suspeitas sobre as ligações entre Michel Temer  com empresas operadoras de portos, especialmente o grupo Libra, vêm de lá do governo FHC, foram engavetadas pelo Engavetador-Geral da República, Geraldo Brindeiro e ressurgiram depois e ainda antes da MP dos Portos.

E, nela, sem pudor, como registrava a Folha, há quase dois anos:

A votação da MP dos Portos na Câmara foi conduzida como um jogo de pôquer entre o Palácio do Planalto e o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ). O governo comemorava ter vencido o deputado quando teve de engolir uma das emendas mais polêmicas defendidas por ele. Com os blefes de ambos os lados, a aposta agora é que Dilma Rousseff vai vetar o dispositivo que prevê a renovação de contratos de arrendamento firmados depois de 1993, caso a MP seja aprovada.

Truco! Quem convenceu Eduardo Cunha a retirar o apoio à emenda de Paulinho da Força (PDT-SP), que obrigava portos privados a contratar trabalhadores por meio dos Órgãos Gestores de Mão de Obra, foi o vice-presidente da República, Michel Temer.

Seis! “Se deram um truco, não foi em mim: foi no Michel”, reagia ontem o líder do PMDB, antes da reviravolta que levou o governo a ceder para viabilizar a votação

Por que isso apareceu agora?

Porque, como o impeachment não tem base para se impor politicamente, é preciso dar munição a Gilmar mendes e Dias Tóffoli no TSE, que  sabem que não precisam de nada, senão suposições para dar o golpe sobre Dilma mas que precisam  “completar o serviço” pegando Temer, de modo que haja uma “eleição”, debaixo de um clima de comoção pública para ver se “assim a coisa vai”  para….para quem, mesmo?

A fome de poder sem voto parece mesmo incontrolável.

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