A elite partiu para o “strike”?

strike

Esqueçam o “por acaso”.

Michel Temer e seu governo foram lançados ao mar e não serão resgatados, por mais que se debatam em novas promessas para os donos do poder econômico, por uma simples razão.

A de que não funcionam.

Isto é, já não têm condições políticas de entregar a “mercadoria” que prometeram: o arrocho.

Não porque lhes falte ânimo ou crueldade para a degola dos gastos sociais, dos direitos sociais, das liberdades sociais.

Mas por três razões: já cumpriram o papel de estuprar a legitimidade do voto, não conseguiram reunir qualquer apoio político fora da mixórdia parlamentar e, mais importante, é preciso mais carne a imolar no altar da “moralidade” para que se continue o diversionismo de que são os corruptos a razão do caos nacional.

Prepara-se o terreno para uma “solução branca”: a instauração de um governo de inspiração tecnocrática – e nada mais próximo da tecnocracia que o capital – que não se apresente como o monturo que foi, desde o princípio o Governo Temer – tanto por sua minúscula natureza pessoal quanto pelos arranjos necessários para a aprovação do impeachment.

A conspiração contra uma democracia de natureza social no Brasil veio de longe, física, econômica e cronologicamente.

É preciso não apenas um governo que queira liquidá-la, como o de Temer, mas um que possa fazê-lo, o que o governicho que se dissolve já obviamente não pode.

Controlem o prazer mórbido – este horror que a todos incutiram – de verem corruptos serem execrados.

A corrupção que vem por diante é muito pior. É a de gente que não necessariamente  vendeu favores, mutretas, contratos públicos.

É a de gente que vendeu a alma e doará seu povo e seu país.

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