Ei Barbosa, “brasileiro honesto” não usa ilegalmente apartamento funcional

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Eis que, das mais profundas catacumbas de Miami, um braço se ergue, depois uma cabeça, um corpo, pernas, por fim uma corporação inteira: a JB Assas Corporation.

Joaquim Barbosa, sócio-proprietário e presidente da JB Assas Corporation, volta aos holofotes da mídia para exigir a demissão do ministro da Justiça.

A razão: o ministro da Justiça recebeu, de maneira transparente, advogados das empreiteiras, e talvez (espero eu) comece a se movimentar para evitar uma catástrofe: a paralisação completa das grandes obras de infra-estrutura, por conta da irresponsabilidade com a qual a operação Lava Jato vem sendo conduzida.

Centenas de milhares de empregos não podem ser destruídos porque a mídia encontrou mais um “menino que mudou o Brasil”.

A frase completa de Barbosa tem o sabor udenista dos anos 50.

“Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a Presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça”, postou ele no Twitter.

Nós, os brasileiros honestos…

Barbosa já começou a falar como candidato, daqueles bem udenistas, autoritários e hipócritas.

“Temos o direito e o dever de exigir”…

É muita arrogância.

Graças a Deus que este sujeito não é mais presidente do STF.

Além disso, é uma lástima dupla.

Primeiro porque Barbosa ainda nem sequer teve o cuidado de mudar o endereço-sede da corporação (JB Assas Corporation) que criou nos Estados Unidos, para pagar menos impostos na compra de um apartamento em área nobre de Miami.

O endereço continua sendo o apartamento funcional que ocupou em Brasília, enquanto foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Officer/Director Detail
Name & Address
GOMES, JOAQUIM B
SQS 312 BLOCKO K APT 503
BRASILIA, BR 70565-110 BR

Ou seja, a situação de sua “Corporation” continua ilegal.

Segundo porque a asserção de JB ajuda a blindar o ministro da Justiça, aquele mesmo que dá entrevista à TV Veja, e cuja substituição seria maravilhosamente bem vinda.

Conhecendo a já lendária teimosia de Dilma, agora que o Cardozo não sai nunca.

O que é uma pena.

Um novo ministro da Justiça, que tivesse mais diálogo com o Judiciário e o Ministério Público; e autoridade sobre a Polícia Federal, seria uma excelente contribuição para uma maior estabilidade na república, hoje à mercê de um destrambelhado ativismo judiciário orientado pela mídia.

 

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