Economia desce o vale eleitoral e aprofunda crise

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Ninguém comemorou o jogo de futebol de domingo e ninguém pode aplaudir os primeiros lances do jogo econômico do início da semana.

A Bolsa, depois de “ameaçar” por alguns dias, perdeu a marca dos 70 mil pontos, ultrapassados em agosto do ano passado com a valorização provocada pelo anúncio da privatização da Eletrobras.

As previsões de final de ano dos bancos, expressa no Boletim Focus do Banco Central e, nos últimos tempos, sempre otimista, vão se ajustando lentamente ao que todos ele já sabem que será o cenário ao fim de 2018: crescimento do PIB perto de 1% (contra os 3% previstos no início do ano), inflação acima de 4% (o dobro dos festejados 2%) e o dólar valendo mais de R$ 3,60 em dezembro, o que hoje parece ser um cenário de sonho.

Isso se ficar por aí, porque o Valor publica hoje um apanhado sobre o desempenho da indústria e dos serviços em São Paulo depois do movimento dos caminhoneiros:

Levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, obtido com exclusividade pelo Valor, mostra que as vendas da indústria paulista caíram 13%, ou R$ 635,5 milhões, nas duas semanas seguintes ao fim da greve. O estudo usa as notas fiscais eletrônicas e compara o faturamento das empresas com os mesmos dias úteis do ano anterior.A perda de fôlego também é sentida no varejo paulista, cujo ritmo de compra de bens, um indicador da atividade esperada para o setor, está 4,4% abaixo ante igual período de 2017.

Todos os sinais são de uma piora progressiva até as eleições, pelo menos.

O país vive uma crise de credibilidade que vai cobrar um preço salgado ao sacrificado povo brasileiro.

 

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