Delação de Cleto pode ser “mapa do ouro” com que Cunha operou para o PMDB

japaaroeira

Só o Renan que está contra essa porra. Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra. (Romero Jucá, a Sérgio Machado)

O acordo de delação premiada firmado pelo ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, se abrange tudo o que ele sabe, tem potencial para mostrar os caminhos do dinheiro com que Eduardo Cunha lubrificou sua ascensão ao comando do PMDB.

Cleto é operador de Cunha desde os tempos em que era auxiliar de Dílson Bolonha Funaro, mais antigo e fiel “homem da mala” do presidente afastado da Câmara.

Cuidou da área que sempre foi “cara” a Cunha, desde quando foi presidente da Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro, nomeado por Garotinho numa decisão que provocou o rompimento de Leonel Brizola com o então pedetista.

Alguém acha que Eduardo Cunha, de complicado deputado do “baixo clero” tornou-se “dono” do PMDB com orações?

Muito menos apenas conquistando, com “ajudas”, um a um os deputados inexpressivos.

Cunha soube conquistar os favores de Michel Temer e foi um dos que articulou a imposição de seu nome como vice de Dilma em 2009.

Se os segredos de Cleto revelarem os de Cunha, vão revelar os de muita gente “boa”.

Talvez explique, inclusive, porque Romero Jucá diz o que coloquei na abertura do post, num dos trechos da gravação do delator Sérgio Machado.

E que, é claro, passa batido pelo furioso caráter investigativo de nossa imprensa.

Comentários no Facebook