Cristóvam tenta mostrar que é “nulidade melhor” que Huck

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Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque, muito antes de ser senador ou mesmo professor, é engenheiro mecânico, mas na política parece esquecer das leis da física: a de que o atrito, embora aja no sentido contrário ao do movimento é o que o torna possível, sem o que patinaríamos sem sair do lugar.

Pois Cristovam, em tudo o que faz, parece querer escorregar, sem atritar-se: suas escamas, porém, são lisas num só sentido, no outro são cortantes, ferem, machucam.

Acha-se o maior homem do mundo, disfarçado numa modéstia aparentemente franciscana, proclamando que é o mais virtuoso dos seres, desprezando o sentido que Maquiavel dá à virtù, não a da “virtude religiosa”, mas a do homem de Estado ter a astúcia exigida para saber identificar as circunstâncias e a ter sabedoria e coragem  para agir em razão delas.

Diz que vai disputar o posto de candidato presidencial pelo PPS, mas é incapaz de definir a possível entrada de Luciano como o que ela é: uma aventura que soma um apresentador de tevê sem nenhum currículo social que não o de distribuir presentes com os interesses do capital em ter uma nulidade a presidir a República.

Uma nulidade que,  em nome do “eu sou o centro do centro do centro”, dê toda liberdade ao capital e reserve ao governante um papel litúrgico, sacerdotal, o de dar “exemplo ao povo”. O Banco Central deve ser livre, os investidores devem ser livres, o dinheiro deve ser livre, mas o povo deve esperar, porque as coisas não são rápidas assim não, pois ” os principais problemas do país levarão mais de 20 anos para ser resolvidos”, disse ao lançar a sua candidatura em entrevista a Ricardo Noblat.

Assim, Cristovam se exibe como que a dizer: nulidade por nulidade, eu sou uma nulidade muito mais apresentável.

Do  senador, a má leitura de Maquiavel ou a vaidade não lhe permitem ver a cortante realidade. É que o italiano atribuía o fracasso ou o sucesso de um líder, de um governante, à fortuna (à sorte ou à falta dela) e àquela virtù que o faz olhar  e agir tendo o necessário real  no olhar, não só o ideal etéreo.

De fortuna, Cristovam sempre gozou. A virtù lhe falta, a vaidade lhe sobra.

Virou um bobo, do qual se ri a corte de Brasília.

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