Bretas & Bretas: casal que “penduricalha” unido permanece unido

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O religiosíssimo, moralíssimo e espertíssimo casal formado pelo juiz Marcelo Bretas – miniatura carioca de Sérgio Moro – e pela juíza Simone Bretas recebe, revela o Painel da Folha, dois “auxílios-moradia”, para, ao que consta, uma só moradia. São perto de R$ 8.700 reais e não é de crer que dois juízes, com vencimentos que frequentemente superam o teto constitucional, não tenham casa ou apartamento próprio.

Se um auxílio-moradia para quem não está morando distante em razão do serviço já é imoral – e mais ainda para quem tem seu imóvel de residência – dois auxílios para um só casal é  muito mais: é ilegal, segundo resolução do Conselho Nacional de Justiça. Só que não para Marcelo Bretas e outros quatro juízes  que foram aos colegas, digo, à Justiça e conseguiram o presente de casamento judicial.

Não estiveram sós, reconheça-se. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) reivindicaram a mesma medida.

Como o site do TRF-2, que engloba a Justiça Federal do Rio de Janeiro está fora do ar, neste momento, não foi possível verificar se a decisão continua em vigor,  porque no final de 2015 o Ministro Ricardo Levandowski  suspendeu o mesmo tipo de benefício duplamente indevido, pretendido por juízes do Trabalho.

Seja como for, é possível verificar o alto padrão moral de sua excelência, aquele que acha que a Justiça tem de ser temida. Bem, não há dúvida que tememos uma Justiça exercida assim, já que é impossível respeitá-la.

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