A “Banda Loka”, que toca fogo de verdade, não são só uns guris desajustados

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O cartunista Aroeira, genial mesmo de férias, republicou hoje a charge  que fez há exato um mês atrás.

Como todo artista, sabe ver o futuro muito antes que ele se torne trágica realidade.

É essa a Banda Loka que toca fogo de verdade, porque perdeu toda a moderação e a capacidade de autoconter seus ódios e ambições.

O exemplo, diziam nossas avós, vem de cima.

Não é à toa que a crise econômica brasileira começou junto com o acirramento do processo eleitoral e, de lá para cá, pela ânsia de derrubada do poder eleito, só se fez agravar.

Óbvio que há causas econômicas objetivas para os problemas econômicos. Juros, queda nos preços das commodities, retração da economia mundial.

Nenhuma delas, porém, é tão importante quanto o estado de paralisia que a crise política vem progressivamente, impondo ao país.

A Banda Loka criou um alarido ensurdecedor que impede decisões econômicas, como a outra, de moleques, tenta obstaculizar as decisões políticas.

E isso tem consequências trágicas não para a classe média ensandecida pelo ódio, mas para o povão perplexo diante do caos que se estabeleceu na única forma que ele tem de ver o país como um todo: a mídia.

Nela, o cenário é o caos. A queda da inflação  – dado de hoje –  a um terço do que foi no mês passado, por exemplo, mal é noticiada.

Este foi um país do qual, por alguns anos, todos passamos a nos orgulhar por ver crescer e tornar-se menos injusto.

E em boa parte foi porque voltamos a ter orgulho e confiança que ele avançou.

Se alguém tem o direito a dizer que quer o seu país de volta, este é o nosso povão.

Do outro lado – e a maioria sem saber – quer de volta o país da exclusão, do sucateamento do Estado, da entrega indiscriminada de nossas riquezas, do salário mínimo perverso, dos “pobres e negros em seu lugar” de 500 anos.

Porque país sem corrupção não fomos neste meio milênio e, se alguma diferença há, é que hoje se pode apurá-la e puni-la.

Mas não com histeria. Menos ainda com hipocrisia.

Este é um país de jovens, por certo, mas não é um país de molecagens.

Não é um país de bisbilhoteiros, de grampeadores, não é o país da invasão de domicílios, do “prende e arrebenta”, das milícias fascistas que uivam por sangue.

É o Brasil de 200 e poucos milhões de pessoas, não o brinquedo que pode ser destruído pelos que gritam, histérios, “é meu, é meu, é meu”.

 

 

A banda Loka sequestrou a vida brasileira e o nosso direito de viver em paz.

Nós apenas queremos eles de volta.

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