Auler: Chico não recebeu carta e não viu retratação do texto de agressor

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Marcelo Auler, em seu blog, andou rápido e já dá pistas de que não será com uma carta de “escapatórias” que o dublê de antiquário e jornalista João Pedrosa vai se livrar das consequências da agressão gratuita a Chico Buarque e sua família.

“Chico, seu familiares e seu advogado leram a carta pela coluna da Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo, on line.  Como diz Mario Canivello, assessor do compositor, “a carta tem até um pedido de desculpas, mas não tem uma retratação formal. Em momento algum nós conseguimos detectar ali uma retratação formal.  Ele não diz, “errei, não tenho provas de que o Chico seja ladrão, a família não é uma família de canalhas”.

“Não só pelo conteúdo da carta como também por entrevistas que está concedendo. Ele está muito mais preocupado em justificar e legitimar a agressão dele do que realmente fazer uma retratação formal”, diz Canivello.”

A entrevista a que Canivello se refere é a dada à Veja SP, onde se repete o mesmo tom hipócrita da carta reproduzida ontem. Até em supostos problemas da gestão de Luiza Erundina em São Paulo Pedrosa encontra razões para criticar Chico,

A decisão de seguir com o processo, óbvio, é de Chico e seus familiares. A ofensa causa uma dor íntima que só quem a sofre pode avaliar com exatidão.

Mas a condenação judicial não a “repara”, apenas sinaliza à sociedade que agredir a honra das pessoas sem elementos para isso é inaceitável numa coletividade civilizada. Tem, portanto, uma finalidade não apenas punitiva, mas didática: a de ensinar que quem o fizer deverá pagar por isso.

Esta não é uma batalha entre esquerda e direita. É uma luta pelo convívio civilizado, sem o qual a liberdade é  a dos selvagens.

Leia tudo no blog do Auler.

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