Auler: AGU não recorreu de “auxílio-duplex” para Bretas

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Extensa e cuidadosa reportagem de Marcelo Auler mostra que a Advocacia Geral da União, a quem compete zelar para que o Poder Público não pague vantagens indevidas a servidores, não recorreu da sentença de 1ª instância que concedeu a juiz Marcelo Bretas – ex-estrela do Twitter – e a sua mulher, Simone, o pagamento duplicado de auxílio-moradia a casais de juízes, o que é vedado por resolução do Conselho Nacional de Justiça.

A mesma AGU, porém, recorreu ao Supremo e conseguiu a proibição do mesmo benefício quando, em lugar de juízes federais eram os magistrados da Justiça do Trabalho que pediam a benesse, por decisão de Ricardo Lewandowski.

Cada vez fica mais claro, não só por isso, mas pela reação das Associações de Juízes, que assumem a intolerável posição de justificar o recebimento absurdo e indevido como “complemento salarial”, pois seus salários estariam “defasados”.

Espera-se que os caixas de bancos, que ganham imensamente menos e cujos salários são arrochados há muito mais tempo não passem a usar os mesmos argumentos na hora de fechar o movimento do dia.

Leia a reportagem no Blog do Auler e, como explicação aos muitos leitores que pediram detalhes de outros benefícios do casal Bretas, fica a informação de que estamos apurando com responsabilidade, por que os números não estão discriminados o suficiente para serem expostos sem medo de errar.

Aqui não tem “domínio do fato”.

 

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