Aécio ‘viajou’: Lula não é competitivo, mas vence o tucano de 39,7% a 27,5%

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No Poder360, Tales Faria entrevista Aécio Neves.

E o mineiro do Leblon espalha a sua soberba, talvez porque sabe que o sistema (ainda) trabalha para que o PSDB suceda Michel Temer no governo que agora partilha.

“Lula não é competitivo”, pontifica ele, embora tenha sido deixado para trás pelo petista nas pesquisas, por larga e crescente margem.

Não passa por sua cabeça transtornada pela ambição que, em matéria de falta de competitividade, ele é um exemplo incontestável.

Perdeu para Dilma, já com a economia pondo a língua de fora e a exploração da Lava Jato na mídia à toda, inclusive com aquela capa da Veja panfletada em massa.

Mas a derrocada da presidenta, após ter adotado ingenuamente as políticas atucanadas na economia, não tornou Aécio, nunca, um franco favorito em eleições.

E o que ele diz de Bolsonaro é uma obviedade: seu crescimento é fruto da rejeição à política – o que é que a mídia e a Lava Jato fazem e continuam fazendo? – e à crise na segurança pública, que a crise e a incapacidade de manejo da situação pelo governo Temer não fazem ter no horizonte algum sinal de mudança.

É por isso que Bolsonaro vai passando de uma piada de mau gosto para uma ameaça de pior gosto ainda.

Veja a entrevista no Poder360.

Nela, só há uma verdade inquestionável, embora de uma grosseria com seu aliado quase igual a que FHC fez ao chama-lo de “pinguela”: Temer não foi posto no governo para ser popular.

Não, não foi, mesmo. Foi para fazer a política de terra arrasada e deixar o poleiro pronto para os tucanos.

Como todo plano “genial”, tem tudo para não dar certo.

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