Advogado que Temer pôs no Trabalho já começa com “besteirol”

acacio

O advogado e ex-desembargador Caio Vieira de Mello, nomeado por Michel Temer para o Ministério “Caveira de Burro” do Trabalho, nem tomou posse, mas já é candidato forte a vencer qualquer novo Febeapá, o famoso Festival da Besteira que Assola o País – criação genial do cronista Sérgio Porto para gozar os tempos de ditadura de 64, reeditados para essa desgraceira de hoje.

Sua Excelência, na Folha, diz que é a favor da reforma trabalhista porque – atenção! – “não altera nada”.

Se não altera nada, por que foi feita?

E como é que alguém que vai ser Ministro do Trabalho pode dizer que uma reforma que cria o trabalho intermitente, abole o imposto sindical e sujeita o trabalhador que reclame direitos tenha de arcar com os custos dos processos trabalhistas – para ficar em algumas das “alterações que não alteram” – não muda nada.

Mas o senhor Caio não para por aí. Diz que não tem lado e que vai defender a “harmonia” entre patrões e empregados com uma frase daquelas de dar inveja ao Conselheiro Acácio, personagem de Eça de Queiroz,  numa sátira ao pedantismo e a vulgaridade dos bacharéis:

“Não há empresa sem empregado e nem empregado sem empresa”.

Mas Doutor, que bobagem!

Existem milhões de empresas sem empregados, as microempresas e os empreendedores individuais, e existem milhões de empregados sem empresa, os mais de seis milhões de trabalhadores domésticos, contratados por pessoas físicas.

E essa multidão tem de ter seus direitos protegidos pelo Ministério que o senhor vai chefiar!

Começo a ter a impressão que o senhor foi escolhido por ter compatibilidade com os padrões intelectuais da última pessoa indicada por Michel Temer para este posto: a deputada Cristiane Brasil.


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