A oposição entra em alerta com risco de queda de Marina e derrota no 1° turno

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O conservadorismo entrou em “alerta vermelho”, sem trocadilho.

O apogeu do foguete Marina foi atingido antes da hora e não dá para disfarçar que a candidata entrou em trajetória de queda, cuja velocidade ainda é, neste momento, difícil de calcular.

Os resultados apresentados pelo Ibope, ainda que numericamente “dentro da margem de erro”  cristalizam uma tendência que, salvo por fatos novos favoráveis a Marina (e o arsenal foi usado fartamente) é de dificílima reversão.

Mesmo que seja verdadeiro o índice de 42% de rejeição a Dilma, transformar a eleição de primeiro turno em um disputa de “todos contra ela”  pode “empurrar” a uma votação maciça de grande parte dos 58% que não a rejeitam.

É com o que Aécio Neves tem tentado se defender da chuva de punhaladas que vem recebendo de seus aliados, que já negociam com os marinistas, como revelou hoje Ilimar Franco, em O Globo, ao narrar o encontro entre Fernando Henrique Cardoso e o coordenador da campanha de Marina, Walter Feldman.

O desgaste de Marina, que ontem se procurou diagnosticar aqui com mais precisão, tem proporções muito significativas nas faixas de maior renda, de onde os movimentos de opinião pública se espalham com mais facilidade.

Quem viveu eleições por dentro, sabe que, na reta final, com votos cristalizados, é mais sólida a posição de quem vem enfrentando pauleira há muito tempo do que a de quem apareceu como novidade, mas perdeu o impulso.

A oposição vai, agora, jogar a defender, para garantir o segundo turno.

Enquanto a campanha de Dilma vai se lançar num rush para uma difícil, mas novamente fora do campo do impossível, vitória em primeiro turno.

avaliacaoEla ainda não conseguiu “colar” o crescimento da avaliação de Governo  na decisão eleitoral, como você vê na tabela ao lado, do Ibope.

Um quinto dos que consideram seu governo ótimo e bom ainda não lhe declaram o voto, pois ela tem 30,5% em 38%.

Já Marina tem mais da  metade de seus eleitores com um julgamento entre ótimo, bom e regular do governo Dilma: 18,3 em 31%.

Este dado já havia sido percebido ontem por Fábio Vasconcellos, em O Globo.

É na classe C, como se disse ontem aqui, que se travará a batalha destes últimos dias,

 

 

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