A “castração midiática” de Jair Bolsonaro

Dizia Otto Bismarck que muitos não dormiriam se  soubessem como são feitas as salsichas e as leis.

Pode acrescentar a esta lista as alianças partidárias envolvendo o tempo de televisão dos candidatos.

Como escreveu Bernardo Mello Franco, ontem, em O Globo, “a  turma se destaca pelo forte apego a valores”, assim, digamos, sonantes.

Vale para comprar e vale para não entregar a outro.

Jair Bolsonaro é, dizem os que não colocam Lula nas pesquisas eleitorais, o líder das preferêrncias eleitorais.

Como estes mesmos dizem que Lula não concorrerá nem arrastará um nome à liderança, Bolsonaro, sob este olhar, é favorito.

E desde quando candidato favorito não acha vice e é esnobado publicamente, anunciando que vai anunciar alguém para, em seguida, o “escolhido” dizer: “muito obrigado, fico honrado, mas tenho planos de me candidatar a uma “boquinha” no Senado que, como disse Darcy Ribeiro, é o paraíso na Terra?

Não duvide nada que algum espírito santo de orelha baixou nos dirigentes dos partidos de Magno Malta  e prometeu sonantes bênçãos para recusar autorização a seus pupilo para subir na garupa de Bolsonaro.

Afinal, como naquele comercial de cartão de crédito, Bolsonaro com apenas 10 segundos de televisão não tem preço.

Mesmo que não cresça, o tamanho que ele tem hoje é mortal para o crescimento de qualquer candidatura de direita.

Pior ainda se seus votos se reproduzirem.

É, portanto, necessário castrá-los midiaticamente, para que não proliferem mais.

Ainda assim, parece tarde demais para deter os zumbis.


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