Auler: PF ajudou produção de filme anti-Lula

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Marcelo Auler, em seu blog, antecipa a revelação de que a Polícia Federal não apenas cedeu imagens registradas ilegalmente, mas seus agentes e veículos, aos produtores do filme laudatório à Lava Jato, produzido com financiamento misterioso. O emprego de meios públicos numa obra de propaganda política vai ficar evidenciado na resposta ao pedido de informações feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT).

Auler mostra, também, como não se sustenta, senão como exercício de hipocrisia, a negativa de que tenha sido clandestinamente gravado, contra ordem judicial que o proibia, a abordagem ao ex-presidente Lula, no dia de sua condução coercitiva. Moro se escuda no fato de não lhe caber “censurar” filme, mas não tem explicações a dar sobre o fato de seus agentes – o que eram, ali, os policiais federais – terem feito o registro com câmera oculta.

No blog do Auler:

Oficialmente, o filme “Polícia Federal, A Lei é Para Todos” tem financiamento privado, de investidores cujo produtor, Tomislav Blazic, evita revelar. Na prática, a equipe que está produzindo para o cinema a versão oficial das primeiras 24 Fases da Operação Lava Jato, contou até com verba pública, ainda que não oficialmente. Viaturas descaracterizadas e agentes da Superintendência do Departamento de Polícia Federal do Estado do Paraná se deslocaram, durante o último carnaval, ao estado de São Paulo para colaborarem nas filmagens, segundo informações que o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) divulgará nesta terça-feira (04/04) na Câmara dos Deputados, ao encaminhar novo pedido de informações e providências ao Ministério da Justiça. Além de contar com homens da Superintendência que, com seus familiares, fizeram “pontas” nas encenações, a produção do filme recebeu apoio de outras formas. Para filmar dentro do prédio do DPF em Curitiba, os trabalhos foram suspensos no dia 18 e 19 de novembro passado, uma sexta-feira e um sábado, inclusive para entrega de passaportes.

Continue lendo no Blog do Marcelo Auler. Veja também, na coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, como o ator Herson Capri, que recusou um papel na produção, como “uma peça de propaganda do governo do PSDB, do Plano Real e do mandato do FH, visando a 2018”.

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